O Kiss está realmente se despedindo, e desta vez parece ser definitivo. Após anos de especulação sobre sua aposentadoria – incluindo uma turnê de despedida anterior no início dos anos 2000 – o icônico grupo de rock anunciou que não há mais volta. E o motivo vai além da idade avançada dos músicos.
Em entrevista recente ao podcast Off the Cupp with S.E. Cupp , Paul Stanley, vocalista e guitarrista do Kiss, revelou a verdade por trás dessa decisão histórica. Toda a propriedade intelectual da banda – desde o logotipo até as famosas maquiagens e o catálogo de músicas – foi vendida para a empresa Pophouse em abril deste ano, por cerca de US$ 300 milhões. Isso significa que os membros originais, como Paul Stanley e Gene Simmons, não têm mais controle sobre o legado do Kiss.
A Pophouse, conhecida por criar o espetáculo de avatares Abba Voyage , já está planejando um show inovador com versões digitais do Kiss, previsto para estrear em 2027. O projeto conta até com a colaboração de George Lucas, criador de Star Wars e Indiana Jones . Como disse Paul Stanley: "Esses personagens viverão para sempre. Eu não consigo viver para sempre, mas o Starchild (seu alter ego no Kiss) consegue."
Ainda durante a conversa, Stanley refletiu sobre o significado dessa despedida. Ele admitiu sentir falta dos palcos e das multidões, mas destacou que o tempo é precioso e irreversível. Para ele, assim como para qualquer atleta, há um limite físico e vocal que torna impossível continuar no mesmo nível. "É a vida" , concluiu.
A venda do Kiss marca o fim de uma era, mas também o início de uma nova fase para a banda. Enquanto os fãs se despedem dos shows ao vivo, o legado do grupo continuará através de tecnologia de ponta.